2003

Nesse ano o Grupo tenta dar um grande passo alugando um espaço como sede e fundando uma escola no mesmo lugar. Batizado como Casa de Artistas, o espaço, localizado ao lado da Catedral da Avenida Universitária, é bem próximo à Praça Cívica, no Centro de Goiânia. Apesar da boa localização, é uma casa antiga com uma estrutura que não favorece. Mas até que serve de sede administrativa, local para ensaio e até moradia dos integrantes.

Ruber e Maira retornam ao Grupo. Já que tudo parece conspirar a favor, Nando faz dividas para custear tudo: o espaço, a montagem dos espetáculos, a produção etc.

Montagem de “A Fantástica Máquina Humana” ao adaptar “O vôo sobre o Oceano” para o público infanto-juvenil. São referências para a criação: ações físicas, mimese corpórea – relatada no livro de Luís Otávio Burnier, fundador do Lume, imagens de mangas, animes, e super-heróis do universo japonês. O trabalho ganha prêmio de melhor cenário, melhor iluminação e melhor maquiagem no Festival da FETEG e foi apresentado no “Projeto Escola” em 10 escolas, além de ficar na temporada infantil do Centro Cultural Martim Cererê em junho de 2003. Participam desse espetáculo além de Pablo e Maira, Michele Bezerra, Liliane Freitas, Alexandre, ex-aluno de Pablo e Tiago… um dançarino de axé. Numa apresentação de projeto escola no Centro Cultural Martim Cererê, o grupo  é assaltado. Liliane Freitas e outro colaborador da produção estão recolhendo o dinheiro na escola quando, ao entrarem no carro, são abordados por pessoas armadas que levam  carro e dinheiro da bilheteria. Os atores são avisados, antes da apresentação, de que o carro que Nando acabara de financiar havia sido roubado com a bilheteria. Apesar de tensos e apreensivos, os atores entram em cena aos gritos de “Começa!” da agitada plateia da escola. Depois desmoronam.

Inspirado nos cabarés franceses, o grupo monta o espetáculo “Ritual Teatro Bar”, só que em clima de boteco brasileiro. O público assiste esquetes teatrais e números musicais enquanto bebia e comia – a vontade é de celebrar junto. Ruber fazia os números musicais ao lado do violonista Tim. Pablo e Maira atuavam e Nando dirigia.

Após o “assalto ao carro pagador”, a Casa de Artistas tem de ser fechada. O carro financiado de Nando é encontrado pela polícia. Ruber vai embora para São Luís do Maranhão e Maira volta com a família para Ribeirão Preto, São Paulo. Michele se casa e para de fazer teatro. Liliane segue por outros caminhos. Sobram Nando, Pablo e um caminhão de dividas.

Para não desistir, resta continuar. Para não cair em depressão, nada melhor que o Trabalho e a Arte. A escola se torna um grande alento,  sustento não só financeiro, mas da alma. Nando monta “O Beijo no Asfalto” com seus alunos do Ensino Médio com grande sucesso, em todos os sentidos, inclusive sobre a deprê.

Pablo conclui o curso de bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Goiás.

< Voltar