2004

O grupo passa por momento financeiro difícil, mesmo assim realizam a montagem de dois espetáculos de textos adaptados. O socorro veio quando o Grupo foi selecionado no Edital de Circulação da Agepel, o Circuito Agepel, com o espetáculo “O Noviço”. Isso levou o grupo a uma remontagem.

Agora composto por ex-alunos de Nando e de Pablo estão presentes: Adriana Kadinski. Cristiane Reis, Guilherme Mendonça, Gabriel Toscano, Everton dos Santos, Míquéias O´Malley, Pablo Angelino e Robson Medeiros. Remonta o texto “O Noviço” de Martins Pena, agora intitulado  “O Noviço no Picadeiro”. O grupo aprofunda suas pesquisas com a mímica e busca a precisão e uma maior elaboração da cena. O texto é um pretexto para as ações físicas dos atores. O espetáculo ganha o prêmio de melhor maquiagem e indicação de melhor ator para Pablo Angelino no Festival de Teatro de Goiás. É apresentado em escolas e nos interiores pelo Circuito Agepel.

Em julho viajam ao Festival de Teatro de Blumenau com a turma da faculdade e lá Pablo conhece e trabalha com o palhaço Mauro Zanata, e Nando com Renato Ferracini do Lume. Uma experiência intensa com o frio da cidade e o calor dos goianos que chegaram a ser proibidos de voltar na FURB por um bom tempo!

Montagem de “Otelo Para Todos”, criado a partir do texto de Antônio Abujamra. O grupo é então selecionado, dentre 500 grupos de teatro de todo o Brasil, com o espetáculo, para participar do Concurso Criação Teatral Volkswagen, tendo a oportunidade de se apresentar no Teatro Apolo em Recife, Pernambuco. A proposta de encenação era toda centrada na utilização de partituras corporais e de  movimentos de dança desenvolvidos a partir da pesquisa de obras de arte. Apresentam-se em Recife, onde Nando, Pablo e Adriana conhecem grupos de todo Brasil, entre eles o recém-formado grupo de comediantes, o G7 de Brasília e o Teatro Fúria de Cuiabá Mato Grosso, além de José Renato, falecido em 2011, um veterano do TBC com muitas lições para ensinar aos jovens atores. Foi uma linda viagem que deu largada a muitas outras que o Grupo passaria a fazer.

O Grupo deixa de se chamar “Ritual Cia. Cênica” e passa a ser “Grupo Teatro Ritual”, mais uma vez verticalizando, dessa vez da “Cênica” para o “Teatro” e sempre mantendo o desejo instintivo natural de buscar o “Ritual” no teatro. Cada vez mais essa busca foi organicamente em direção ao trabalho do ator, a sua antropologia e ao seu sentido social.

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