2006

Pablo e Christiane iniciam o ano em Barão Geraldo, onde conhecem e trabalham com Alicio Amaral e Juliana Pardo do Grupo Mundu Rodá no workshop “Treinamento Técnico do Ator e o Cavalo Marinho”. Além de conhecerem o portador de tradição mestre de cavalo marinho, o Mestre Martelo. Nando na época faz o curso “Treinamento Técnico do Ator” com Jesser de Sousa no Lume Teatro. De volta a Goiânia, Pablo se torna coordenador de teatro no Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte.

Após as oficinas todas do Festival do Corpo Ritual, o solo “Sentimentos do mundo” é retomado com muita inspiração. Alucinação e celebração da vida em cena.

A ideia de ter um festival que possibilitasse o intercâmbio com artistas de outras capitais e a ampliação dos horizontes nas pesquisas teatrais expande-se na mente dos organizadores. Agora contam com um projeto bem planejado e com orçamento suficiente para sua realização, e assim realizam o “II Festival do Corpo Ritual – Lume em Goiânia”, uma singela homenagem para comemorar os 21 anos do maior grupo de pesquisa sobre a Arte de Ator no país: o Lume Teatro, fundado por Luís Otávio Burnier! Uma bela festa com todo o grupo de atores do Lume e com quatro espetáculos de seu repertório: “Café com Queijo”, “Cravo, Lírio e Rosa”, “Shi-Zen” e “La Scarpeta”. Dois workshops: “O Corpo Cômico”, com Ricardo Puccetti e “Voz e Ação Vocal”, com Carlos Simioni. Três debates no Fórum sobre Teatro Físico, sendo um deles com todos os integrantes do Lume falando sobre a história do grupo. Um lindo encontro que deixou saudade em todos os presentes.

Novamente motivados pelas atrações do festival, em seguida o grupo resolve mergulhar de cabeça na linguagem do clown criando o espetáculo “Os Palhaços”, feito especialmente para crianças e baseado no texto “A História de Tony e Clóvis” de Carlos Augusto Nazareth, contando, de forma inusitada, a historia de dois palhaços que sonham em serem músicos e resolvem aprender a tocar e cantar juntos. Com este espetáculo o grupo foi contemplado pelo projeto CEDUCA oferecido pela Secretaria Municipal de Cultura, e fez 26 apresentações durante dois anos consecutivos.

Christiane Reis deixa o Grupo com problemas de saúde, resolve se concentrar em seu tratamento e na faculdade.

O Grupo auxilia a Federação de Teatro de Goiás na organização e produção do Festival de Teatro Estudantil, esse ano realizado no Centro Cultural Martim Cererê.

Início da Fase Sonhos:

Começa a travessia. Tem início sem nenhum patrocínio, a Trilogia que se estenderá por anos com TRAVESSIA – PARTE 1: A PARTIDA, buscando inspiração na dança Butoh japonesa para criar uma atmosfera ritual e mágica e assim mergulhar de forma lírica na sensação desse estado de passagem, de travessia. Convidam o diretor Alexandre Nunes. Durante o processo viajam pesquisando e recolhendo material criativo, trabalham com Tadashi Endo em um workshop em São Paulo, depois com Norberto Presta e Sabine Uitz num workshop no Rio de Janeiro, até reencontrarem Alexandre na UFBA em Salvador e lá fazerem uma aula com Ciane Fernandes. Ao retornarem para Goiânia, os ensaios prosseguem com Alexandre.

Nesse ano, o Grupo também inicia a montagem de “Primeiro Desejo”. Composta por poesias de Federico Garcia Lorca, o processo de estudo, montagem e experimentações começa em janeiro de 2006 numa conversa de bar. O primeiro desejo foi encenar uma performance em bares ou café-teatro. Um recital poético-cênico. Essa performance representa também o primeiro desejo dos atores em serem dirigidos pelo diretor uruguaio Hugo Rodas. O projeto do espetáculo foi interrompido por uma cirurgia no joelho de Hugo e viagens do espetáculo Travessia. A interrupção resultou nessa performance. O espetáculo ainda está a caminho. A performance vem sendo apresentada em aberturas de eventos, festas e inaugurações.

Continuando com o processo de integração de ex-alunos, o grupo foi aumentando, passando de três para cinco integrantes: Nando Rocha, Pablo Angelino, Alinne Mendes, Ilka Portela e Jô de Oliveira. Essa formação com cinco atores durou dois anos.

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