2010

Um ano de muita sorte e correria. O grupo tem a oportunidade de ser aprovado na maioria dos projetos que havia enviado para os editais e leis de incentivo à cultura, mas se vê ansioso ao perceber que o tempo é menor que o necessário para realizar tamanha façanha. Após reuniões intermináveis de planejamento, acaba conseguindo aconchegar tudo em seu devido tempo.

O primeiro projeto realizado é o “Cabaré Ritual Teatro Bar – Episódio Pecadinho” onde os atores resolvem se aventurar por caminhos ainda não trilhados com a diretora Andrea Pita, que quer fazer do cabaré – ora, por que não? – também um lugar para se refletir sobre questões sérias. Seguindo quase a mesma estrutura dos cabarés anteriores, com músicos e garçons servindo, música, comes e bebes, tenta juntos neste cabaré fazer da cena o lugar da variedade de registros – ritual, trash, erótico, mímico, lírico… com quadros que se interligam através do tema dos 7 pecados capitais.

O “VI Encontro de Atores Criadores”, faz uma parceria com o projeto “10 Anos por uma Escrita do Corpo” do ator Eduardo Okamoto e sua equipe. Além de espetáculos e de um workshop, o Encontro presta sua homenagem aos 15 anos do Grupo de Teatro Guará. Os espetáculos têm entrada franca e lotam o Centro Cultural Martim Cererê. Além do público aberto, apresentações exclusivas são destinadas a alunos de escola pública.

Assim que termina o Encontro, o Grupo vai parar no Japão! Para a montagem do último espetáculo da Trilogia Travessia, os quatro atores, sedentos por um contato mais profundo com a dança Butoh japonesa, viajam a Seattle para um intercâmbio com a dançarina butoísta Joan Laage e lá também apresentam Travessia – Parte II, num encontro promovido por Joan. Logo após vão ao Japão para se encontrarem com Yoshito Ohno, filho do grande mestre Kazuo Ohno, criador do Butoh, e com Natsu Nakajima, grande dançarina de Butoh da companhia de Tatsumi Hijikata, que vive em Tóquio. Foram encontros que inundaram de inspiração o Grupo Teatro Ritual. Após retornarem, os atores Pablo Angelino e Nando Rocha vão para a Argentina, onde fazem um workshop de Butoh com o diretor/dançarino Gustavo Collini, em seguida convidado para dirigir o espetáculo Travessia III.

O grupo realiza a montagem da terceira parte da Trilogia, o espetáculo “Travessia Parte III – Êxodo”, e a circulação dos três Travessias por Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo, além de apresentações no interior de Goiás como Pirenópolis, Cidade de Goiás, Quirinópolis e Morrinhos, e apresentações para escolas levando a linguagem do butoh ao acesso de jovens estudantes de Goiânia.

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