70 Anos de Tadashi Endo

Tadashi Endo nasceu em 1947, em Pequim, no Japão, e em 2017 o bailarino de Butoh completa 70 anos de vida e 15 anos de uma relação afetiva e criativa com o Brasil. O artista já se apresentou ao redor do país e compartilhou sua experiência e seu espaço de trabalho com diversos artistas brasileiros. Maboroshi (2017), é o mais novo espetáculo de sua carreira que teve sua estreia em Janeiro de 2017 na Alemanha.

Integrando o seu tour pelo Brasil e compondo a programação do Projeto Se Oriente Goiás, realizado pelo Grupo Sonhus Teatro Ritual, Tadashi Endo pisa em Goiânia para ministrar o Workshop de Dança Butoh MA, nos dias 27, 28 e 29 de maio de 2017, no Espaço Sonhus

Este estilo de dançar (o Butoh) foi proposto inicialmente por Tatsumi Hijikata (1928-1986) no final da década de 1950, no contexto do Japão pós-Segunda Guerra. Para Hijikata, a princípio, todo corpo pode dançar Butoh, mesmo que não seja o Butoh japonês, mas é possível que todos encontrem seus próprios movimentos no sentido do Butoh.

Outro importante precursor desta forma de dançar foi Kazuo Ohno, morto em 2010, aos 103 anos de idade, e reconhecido pela expressividade forte e marcante de suas apresentações, como podemos ver em My Mother e Deade Sea. A sua vida foi a própria matéria para as danças de Ohno. Tadashi conheceu Kazuo Ohno em 1989, na ocasião de um curso para o qual ele foi aceito sem nem mesmo saber que tinha sido inscrito. Um presente um tanto inusitado de sua companheira. Ao se deparar com a situação, mesmo não se interessando de partida pela dança, se viu motivado a aproveitar aquela ocasião impar que viria mudar sua trajetória artística.

A dança de Tadashi Endo expressa a tensão entre ying e yang, masculino e feminino, e o movimento eterno entre ambos. A base de sua dança é o Butoh-Ma – o estar entre. Através de um mínimo de movimento ele alcança o máximo de tensões, sensações e emoções, e, dessa forma, seu trabalho consegue ser uma síntese entre teatro, performance, improvisação e dança. Para ele, o Butoh começa fora do palco, na sua vida, nas suas origens, do local de onde você vem. Mas, ao mesmo tempo Tadashi pondera que “o Butoh é uma dança e não uma meditação!”

Fonte: Periplo
Fonte: Teatrovilavelha

< Voltar