Formação

WOKSHOPS

Principais workshops oferecidos atualmente pelos integrantes do Grupo Sonhus Teatro Ritual:

Partindo da metodologia utilizada em treinamentos do grupo, associada a conhecimentos voltados para a expressão física da arte de ator, este workshop é voltado para a busca de um corpo poético, um corpo que saiba comunicar sensações, imagens e sentimentos.

Tendo como base exercícios do treinamento técnico e energético praticados pelos atores do grupo Sonhus Teatro Ritual, os participantes serão conduzidos a um trabalho de potencialização da expressão corporal, explorando a transformação do peso em energia e a energia em estados físicos de presença cênica. A partir dos exercícios técnicos, os participantes serão conduzidos a transformar esses exercícios em ações físicas. E em pequenas improvisações, em grupo e individuais, todos serão conduzidos a possíveis aplicações dessas ações em contextos de representação.

O clown/palhaço, a menor máscara do mundo, é visto como a dilatação do ridículo e da fragilidade de cada ator. A busca do próprio palhaço pode ser considerada como uma base importante para a formação do ator, na medida em que revela a expressão autêntica e engraçada do performer. A presente oficina visa introduzir o iniciante ou o ator na arte do palhaço, com o intuito de propiciar aos participantes uma vivência no trabalho do ridículo presente em cada um, visando a descoberta da figura do palhaço e a potencialidade criativa de cada um.

A partir de exercícios práticos, baseados nas pesquisas e nos trabalhos desenvolvidos pelo Grupo Sonhus Teatro Ritual e cerca de elementos da mímica corporal dramática, este workshop pretende abordar o trabalho físico-corporal do ator, trabalhando técnicas que vão propiciar um alargamento na expressividade corporal. Este workshop se propõe também a convidar os participantes a desenvolver uma nova abordagem de movimentação cênica além de sugerir uma ampliação do poder físico criativo, criando assim uma flexibilidade expressiva corporal onde os praticantes desenvolvam um corpo imaginativo, preciso e que possa possibilitar a ampliação de suas metáforas físicas.

Trabalhar o corpo como instrumento de expressão viva, pulsante, fazer um vôo sobre algumas danças que o povo brasileiro usa para se manifestar, para manifestar seus sentimentos, apanhando o que há de mais essencial nestas danças para nós atores. Através de um mergulho na dança do cavalo marinho, do cacuriá, do jongo e do coco, este workshop irá trabalhar os elementos presentes nas danças populares bem como: ritmo, impulsos, deslocamentos, relação peso/leveza, energia, jogo, foco, improvisação e estados de presença, com o intuito de transpor esses elementos para o trabalho teatral. Buscando ampliar o leque de possibilidades expressivas, dos participantes, trabalhando a consciência dessas possibilidades que são vivas, pulsantes e estão presentes nas danças populares.

A prática do Treino Aberto consiste numa recapitulação compacta e sintetizada de toda a prática da semana, realizada pelo Grupo Sonhus Teatro Ritual, compartilhada com aqueles que se interessam. Uma excelente ocasião para troca de energias, e de modos de interação com os exercícios que o grupo pratica, seguindo os mesmos princípios e regras, do seu treinamento cotidiano. São compartilhados não apenas os exercícios e práticas, mas a ética e modo interno de trabalhar, de conceber o teatro, de elaborar uma microcultura de grupo.

Ambiente de troca artística. Escambo é a troca de objetos de valor sem o intermédio da moeda. Primeira forma de organização do comércio e troca de mercadorias antes da criação da moeda. No treino de escambo trocam-se abordagens artísticas entre grupos convidados ou artistas individuais com afinidades artísticas. Essa troca pode se dar de diversas maneiras. Em relação a técnicas e práticas corporais, por exemplo, pode-se dividir um dia de treinamento onde uma das partes da troca, um grupo, conduz metade do treino e o outro grupo conduz a outra metade. Interessante que seja combinado antecipadamente um tema comum ou que possa dialogar com o do outro para não ser um encontro entre estrangeiros que não falam a mesma língua. Também experimentamos marcar dias distintos para o encontro, assim, um artista conduzia num dia e outro em outro dia. O interessante desse ambiente é a possibilidade de troca, de contágio, de interações, de outras motivações para o trabalho advindo do encontro com o outro. Importante viabilizar, a medida do possível, um encontro com semelhantes, diferentes mas com algum interesse artístico em comum. No mínimo outro artista ou grupo que se interesse ou que também pratique algum tipo de trabalho que o grupo também pratica e que tem para oferecer e propor. Caso contrário pode ser um choque de estranhamentos sem muitas reverberações ou desdobramentos.